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Estudo aponta que 40% da água do Brasil tem qualidade ruim ou péssima
28/07/2015
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O SOS Mata Atlântica divulgou um estudo sobre a qualidade da água de 301 pontos de coleta, em 111 rios, córregos e lagos brasileiros. Segundo a fundação, 40% das amostras foram classificadas como ruins ou péssimas.

Em todo o mundo, 4% de todas as mortes estão relacionadas a alguma doença causada por água poluída. 5% das doenças que causam invalidez tem o mesmo motivo. Na América Latina 394 milhões de pessoas não têm acesso a água potável. A cada minuto uma criança morre no mundo por doenças causadas pela água. Uma em cada nove pessoas no planeta não tem acesso a água limpa. Há mais pessoas no mundo com celulares do que com banheiros.

O professor de Políticas de Saúde do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Martin Euviro, explica quais os riscos enfrentados por conta do consumo de água contaminada. “Quando ocorre a ingestão ou o uso de água imprópria, pode acontecer o que chamamos de ‘doenças de veiculação hídrica’”, explica o docente. “Desenvolvem-se patologias como problemas de pele e parasitoses intestinais. Além disso, enfermidades crônicas também podem ser agravadas”, pontua.

Os sintomas mais comuns das infecções são os surtos diarreicos e as dores abdominais. “As pessoas atingidas pela baixa qualidade da água são, na maioria das vezes, aquelas que pertencem ao grupo de risco: crianças e idosos”, afirma. “Além disso, quem tem um equilíbrio orgânico mais fragilizado – ou seja, caso já sofra de anemia, cardiopatia, hipertensão, etc – pode ter seu quadro descompensado”, esclarece o médico.

Existem algumas precauções que podem ser tomadas para minimizar a possibilidade de contaminação. “Mais do que confiar no tratamento de água por parte das autoridades, alguns métodos podem ser adotados em casa, como adição de hipoclorito, fervura e/ou filtração”, indica. “A contaminação também pode vir das próprias caixas d’água. Sendo assim, deve-se sempre verificar os reservatórios e garantir que estão higienizados”.

Rodrigo de Freitas Bueno, professor do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária do Centro Universitário Senac – Santo Amaro, lembra que a população de São Paulo precisa estar bem informada para se preparar para um período de racionamento de água e tomar cuidado com as soluções individuais. O reuso de águas das chuvas, por exemplo, pode e deve ser feito, mas deve-se tomar alguns cuidados. “Não se recomenda beber água da chuva e mesmo para a limpeza doméstica, deve ser tratada”, explica. “Toda água de chuva captada deve ser armazenada em um recipiente bem vedado e passar por um processo de desinfecção e filtragem antes de ser utilizada” reforça Bueno.

Veja as dicas do infectologista Artur Timerman, para utilizar a água de reuso de forma responsável:

• A água do cozimento de um legume, como cenoura, pode ser reaproveitada para cozinhar outros vegetais como batatas ou beterraba e até ovos, por exemplo. Essa água também pode ser usada para o cozimento de macarrão ou até enriquecer o arroz;

• A água da lavagem de legumes e verduras pode ser usada ainda para molhar plantas;

• A água de chuveiros a gás demora a esquentar alguns minutos. Mas lembre-se de que essa água é limpa e pode ser usada para lavar roupas, louça e higiene pessoal. Atenção: o recipiente de armazenamento deve estar limpo;

• Além dos cuidados já conhecidos, todos os recipientes de armazenamento de água devem ser vedados. Até pequenas quantidades de água podem ser criadouros. A larva do mosquito também sobrevive em ambientes fechados e apartamentos;

• Higienize todos os recipientes antes de armazenar água;

• Se for armazenar água limpa, além a vedação para evitar os criadouros da dengue, use um copo de 200 ml de água sanitária para 20 litros de água. Mas saiba que essa água não deve ser ingerida.

Fonte: Consumidor Moderno

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